Sacolas voando,
Pelos ceús de palmeira,
Um branco no anil,
Celeste urbano mar.
Lôro gritando,
Pia lavada,
Uma moça deitada,
Domingo de sorte,
Domingo é vermelho?
Não,
Domingo é amarelo.
Crianças zunindo,
Viagem ao léu,
Quando acaba?
Não sei.
Joelho ralado,
Rede vazia,
Descanso fadado.
Pés sem chinelo,
Perto do café,
Maria lá estava.
Fogo aceso,
Caneca de chá,
Cidreira ou canela?
Que tal fubá?
Poeira sobre a cama
e sobre o sofá,
varais balançando,
sóis de danar.
Um peixe no aquário,
Um, dois, seco.
Garoto e caneta,
Espinhas no rosto,
Preguiças nas mãos.
Uns pintos latindo,
Cachorro bota ovo?
Pisos lá em cima,
Em cima do sobrado.
Outro saco voando,
Tios indo embora,
É domingo,
De pedra,suco e bola.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Mundo rico
Este é o mundo rico,
Este é o triste mundo rico,
Onde nada, não vale nada,
Onde tudo é todo custo.
Onde vale o meu amor,
Nesse mundo vale-tudo?
Nesse mundo tudo-vale?
Tudo-vale? ou vale-tudo?
Onde valem as estrelas,
Que certo dia nos roubaram?
Onde moram tais amigos,
Que um dia nos amaram?
Onde vendem meu veneno?
Onde compram seu intento?
Onde gastam sacrilégios?
Onde lucram sonhos régios?
Que mundo vive,
Num câmbio em riste?
Que glória "ebola",
É essa agora, meu Deus?
Este é o triste mundo rico,
Onde nada, não vale nada,
Onde tudo é todo custo.
Onde vale o meu amor,
Nesse mundo vale-tudo?
Nesse mundo tudo-vale?
Tudo-vale? ou vale-tudo?
Onde valem as estrelas,
Que certo dia nos roubaram?
Onde moram tais amigos,
Que um dia nos amaram?
Onde vendem meu veneno?
Onde compram seu intento?
Onde gastam sacrilégios?
Onde lucram sonhos régios?
Que mundo vive,
Num câmbio em riste?
Que glória "ebola",
É essa agora, meu Deus?
terça-feira, 20 de julho de 2010
Pessoas que choram
Pessoas que choram sozinhas
Que choram na praça,
Que choram no ônibus,
Que choram no carro,
Que choram em casa,
Que choram na rua,
Que choram no bar.
Que choram na calçada,
Que choram no asfalto,
Que choram na sombra,
Que choram sem ar.
Pessoas tristes,
Pessoas felizes,
Pessoas casadas,
Pessoas em pessoas.
Pessoas que choram com outras,
Que choram no sofá,
Que choram na cama,
Que choram na mesa,
Que choram em amar.
Pessoas altas,
Pessoas falsas,
Pessoas castas,
Pessoas sem par.
Pessoas que choram por outras,
Que choram por si,
Que choram por mim,
Que choram por ti.
Pessoas que choram na TV,
Que choram com você,
Que choram até amanhecer,
Que choram pra viver,
Que choram sem pra quê.
Que choram no ar,
Que choram no fim,
Que choram no começo,
Que choram no meio,
Que choram no clímax,
Que choram sem preço.
Pessoas que amam,
Sim, pessoas que choram,
Pessoas no infinito,
Num finito de pessoas.
Que choram na praça,
Que choram no ônibus,
Que choram no carro,
Que choram em casa,
Que choram na rua,
Que choram no bar.
Que choram na calçada,
Que choram no asfalto,
Que choram na sombra,
Que choram sem ar.
Pessoas tristes,
Pessoas felizes,
Pessoas casadas,
Pessoas em pessoas.
Pessoas que choram com outras,
Que choram no sofá,
Que choram na cama,
Que choram na mesa,
Que choram em amar.
Pessoas altas,
Pessoas falsas,
Pessoas castas,
Pessoas sem par.
Pessoas que choram por outras,
Que choram por si,
Que choram por mim,
Que choram por ti.
Pessoas que choram na TV,
Que choram com você,
Que choram até amanhecer,
Que choram pra viver,
Que choram sem pra quê.
Que choram no ar,
Que choram no fim,
Que choram no começo,
Que choram no meio,
Que choram no clímax,
Que choram sem preço.
Pessoas que amam,
Sim, pessoas que choram,
Pessoas no infinito,
Num finito de pessoas.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Preguiça
Braços e pernas,
Mãos e pés,
Joelhos e pescoço,
Boca,nariz e orelhas,
Um corpo inteiro,
Sentado e escrevendo,
Sua gula exercitando.
Ai,
Essas nuvens não passam,
E o tempo goteja,
E o mundo cá explode,
Que coisa,
A preguiça não deixa.
Preguiça de sair,
De cantar,
De voar,
Devagar,
De comer,
De viver,
De sorrir,
De dormir,
Preguiça,
De ter preguiça.
E nisso há certeza.
Paro agora,
Ai,
A preguiça não deixa.
Mãos e pés,
Joelhos e pescoço,
Boca,nariz e orelhas,
Um corpo inteiro,
Sentado e escrevendo,
Sua gula exercitando.
Ai,
Essas nuvens não passam,
E o tempo goteja,
E o mundo cá explode,
Que coisa,
A preguiça não deixa.
Preguiça de sair,
De cantar,
De voar,
Devagar,
De comer,
De viver,
De sorrir,
De dormir,
Preguiça,
De ter preguiça.
E nisso há certeza.
Paro agora,
Ai,
A preguiça não deixa.
Giz
Uma forma,
Que desforma,
E torna,
Mais belo meu tear?
Que mensagens,
Esta viagem,
Nas mãos dum pajem,
Irão levar?
Uma foto,
Um foco,
Num bloco,
De papel branco,
Branco com,
Um papel branco.
Este lápis,
Dão as pazes,
Entre o fígado,
E o ar.
Rastro fraco,
Chato traço,
Ligo e faço,
Um belo torto mar.
E num giz
De cera sujo,
Sujam o papel,
Branco,
Branco papel.
Que desforma,
E torna,
Mais belo meu tear?
Que mensagens,
Esta viagem,
Nas mãos dum pajem,
Irão levar?
Uma foto,
Um foco,
Num bloco,
De papel branco,
Branco com,
Um papel branco.
Este lápis,
Dão as pazes,
Entre o fígado,
E o ar.
Rastro fraco,
Chato traço,
Ligo e faço,
Um belo torto mar.
E num giz
De cera sujo,
Sujam o papel,
Branco,
Branco papel.
Assinar:
Comentários (Atom)