domingo, 12 de junho de 2011

pseudo vida

A quem pertence a verdadeira culpa? Serão os princípios deterministas de Taine ou a indômita e insensível força da pura mal caratice? Não se sabe. Contudo, o conflito “psicotrágico” que sucedeu aquela descoberta infeliz, mas inevitável, proporcionou um outro descobrimento: o mundo vil e luxurioso da ilusão amorosa.
Pesquisas feitas por estudiosos indiscretos mostraram que é da natureza humana: trair, enganar, mentir e buscar sempre o caminho mais fácil. E isto pode ser comprovado visceralmente por indivíduos ingênuos e naturalmente retardados. Para que isso ocorra, não se precisa de muito, apenas uma bela moça, de longos cabelos mechados, seios fartos e um discreto sorriso. Uma malícia. Os homens que realmente usufruem do bálsamo feminino são os indivíduos mais atingidos por tal monumento vivo e atroz. Estas meras presas não tem chance, quando a fêmea em questão, tem o desejo espontâneo em fazer o mal. Leonardo Leal, 23 anos, é um exemplo claro dessa mazela. Em 03 de abril de 2009, conheceu Natália, mulher com características já citadas. Entre os dois houve um relacionamento. Início da utopia.
Este casal gozou de muitas atividades deliciosas, comuns a casais amantes e românticos. Passeios, presentes e restaurantes caros, ou seja, muito dinheiro gasto por Leonardo, obviamente, no intuito de agradar seu “affair”. Entretanto, a beleza dessa situação não poderia durar. Justamente no ápice da paixão de Leonardo, momento em que nada mais importa, a luz rosada que o encobria turvou-se e transformou-se em breu. Noite de sábado, balada psicodélica, duas taças na mão e uma aliança no bolso. Um lapso: uma meretriz encrustada em braços indecentes de outrem.
A conclusão que se pode ter é um rapaz destruído, de olhar perplexo e encharcado, uma revolução “psicotrágica” desenrola-se e ganha força em situações come estas. Em casos como este, faz-se necessário a presença constante de antidepressivos e soníferos. De fato, a desilusão desnorteada e quase personificada é uma companhia triste, de braços cruzados. Como renascer e matar são opções pouco adequadas, esquecer é a saída mais eficaz, ainda que ilusória.