Súplica
Cá dentro recordei,
botões, flor imaculada,
perdição e um leito,
surge derradeira pureza.
Encoberta por veludo raro,
de translúcida vivência,
a todo inteiro enrubesce,
por mais simples inocência.
Cerrado por finos lábios,
um deleite de primor,
néctar destilado,
noites de amor.
Vênus está a sorrir-se,
por intimidar-se com tal vão casto,
inveja sedenta,
que de outras já se foi.
E um semblante aspirei,
seu morno exalar,
invadindo meu surreal,
inebriado agora está.
Já chega noites mais sutis,
que em vigília esperava,
do mais íntimo pensamento,
sua imagem lá florava.
Sinto-me enfermo,
por ter em tantas horas,
sua criatura analisado,
noite viciada.
De ninfas nem seriam,
seus ombros afilados,
deles escorregado,
delgados, macios braços.
Despencando em mãos ainda mais alvas,
que a vida não permitiu,
do veneno portar,
e dele se esvair.
Estas tão estimadas armas,
guardam seguro meu coração,
e em sotaques calorosos,
sua beleza despe.
E por detrás de grã-videira,
estás um secreto escorpião,
que a si mesmo deixa ferir,
f
l
u
i
r
Não resgates,
oh mariana,
tua vacilação,
Não te percas a primeira vez,
a tua...
Amo-te.
Vitor Araújo
Caros leitores,
ResponderExcluirSó estou deixando esse peq. scrap para pedir certas "desculpas" por meus erro de digitação e de alguns anacolutos que costumo produzir. Sou apenas um iniciante e adoraria que quando acharem algum errinho ou errão no que eu escrever, deixem um scrap me mostrando.
Obrigado pela paciência de ler esse comen. e de ter entrado no meu blog!
Vitor Araújo