Ninguém sabe o paradeiro,
daquele jovem desbotado,
que um dia já sonhou,
num mundo dele,
inteiro dele.
Como sofre a brisa,
lambendo galhos ocos,
sem vida,
taciturnos e negros,
grandes pestanas apavoradas.
Liras e canhões,
flores e sermões,
de que adiantam,
se cego ele vê,
trovas escancaradas.
Um tom?
Só som?
Seria dom?
Caindo em sua avareza,
ele vai
ele vai,
se perder.
Não olhe,
não veja,
não sussurros?
Sim... Aplausos.
Uma carência eloquente,
que salivante exaspera,
maravilhas de um reino tão...
tão...
tão...
abastado.
Mendicante lhe resta ficar,
ouro, prata e vitória.
Riso, claro! Memória.
Sim
Ele vai se perder.
Vitor Araújo
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