Enquanto escrevo,
Enquanto labuto,
Descubro,
Sozinho,
Que estou a um passo,
De mais longe estar
Do meu tesouro,
Do meu encosto.
Será?
Que condenado eu sou,
A esculpir de novo,
Um suicídio do outro,
Daquele outro,
Daqueles outros.
Será?
Tudo isso em vão,
Que tudo irá ao chão,
Quando no fim chegar?
Será?
Eu um pleonasmo?
Eu um dos viciosos?
Eu uma anáfora?
Eu uma gradação?
Sou eu,
Um copião?
Será?
Vitor Vieira
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