Foi o amor da esposa,
Historias de amor,
O tempo passa,
Meu filho.
A primeira perda,
Droga,
Entre quatro,
Sair daqui.
Solidão,
De um colega,
Réu,
A esperança.
Meses,
A falar,
O jovem,
Sentença,
Carrega.
Vitor Vieira
ps: Obrigado Tzara
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Para uma nipônica
Eu não tenho vontade de te beijar agora,
Aqui,
Agora.
Eu te olho,
Não quero te beijar.
Aliso seus cabelos,
Eu gosto disso,
Aliso seus cabelos,
Friso seus olhos,
Agora as sobrancelhas,
Sinto vergonha,
Mas eu te quero.
Muito.
Mas eu não quero te beijar agora,
Não agora.
Por que não basta,
Agora,
Aqui,
Te olhando,
Não basta.
Pra mim,
Repito,
Não basta.
Eu te quero,
Quero muito,
Repetido assim mesmo,
Repetir e repetir,
Por que agora?
Te quero lá,
Lá na cama,
Comigo,
Desculpa,
Mas é isso,
Você,
Completa,
Insegura,
Só pra mim,
Só em mim,
Dentro de mim,
Eu em você,
Quero você.
E isso,
É uma vela,
É a chama da vela,
Que crepita,
Oscila,
Vacila,
Insegura,
Como você,
É você,
Em mim.
Puxa.
O que é isso,
Deus!
Eu não te amo,
Nem você,
Mas eu te quero,
Não seu corpo,
Mas você,
Uma criança,
Como eu,
Querendo,
Beijando,
Não agora,
Só com você.
De novo,
Desculpa pela chatice,
Que droga!
Por que isso?
Por que você?
Sua má!
Rosa de espinhos,
Sim,
De espinhos,
Que eu adoro,
Que eu amo,
Eu amo?
Me ferir,
Em você,
Japonesa.
Vitor Vieira
Aqui,
Agora.
Eu te olho,
Não quero te beijar.
Aliso seus cabelos,
Eu gosto disso,
Aliso seus cabelos,
Friso seus olhos,
Agora as sobrancelhas,
Sinto vergonha,
Mas eu te quero.
Muito.
Mas eu não quero te beijar agora,
Não agora.
Por que não basta,
Agora,
Aqui,
Te olhando,
Não basta.
Pra mim,
Repito,
Não basta.
Eu te quero,
Quero muito,
Repetido assim mesmo,
Repetir e repetir,
Por que agora?
Te quero lá,
Lá na cama,
Comigo,
Desculpa,
Mas é isso,
Você,
Completa,
Insegura,
Só pra mim,
Só em mim,
Dentro de mim,
Eu em você,
Quero você.
E isso,
É uma vela,
É a chama da vela,
Que crepita,
Oscila,
Vacila,
Insegura,
Como você,
É você,
Em mim.
Puxa.
O que é isso,
Deus!
Eu não te amo,
Nem você,
Mas eu te quero,
Não seu corpo,
Mas você,
Uma criança,
Como eu,
Querendo,
Beijando,
Não agora,
Só com você.
De novo,
Desculpa pela chatice,
Que droga!
Por que isso?
Por que você?
Sua má!
Rosa de espinhos,
Sim,
De espinhos,
Que eu adoro,
Que eu amo,
Eu amo?
Me ferir,
Em você,
Japonesa.
Vitor Vieira
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Foco
Olhos de vitrine,
Sem pudor, sem crime,
Que só perdem,
E perseguem,
A toda uma vida.
Olhos que não pedem,
Que recebem,
E divergem,
Do seu foco.
Olhos loucos,
Que não são poucos,
E consomem,
Por dentro o homem,
Inteiro homem.
Olhos em praças,
Nas desgraças,
Dessa vida,
Vitrinada e amada.
Olhos que distorcem,
Que contorcem,
E não podem,
Comer-me.
Por que estou,
Do outro lado,
Da retina,
Desse osculo,
Espelhado.
E daqui eu posso ver,
Que eu,
Que você,
Somos olhos de vitrine.
Vitor Vieira.
Sem pudor, sem crime,
Que só perdem,
E perseguem,
A toda uma vida.
Olhos que não pedem,
Que recebem,
E divergem,
Do seu foco.
Olhos loucos,
Que não são poucos,
E consomem,
Por dentro o homem,
Inteiro homem.
Olhos em praças,
Nas desgraças,
Dessa vida,
Vitrinada e amada.
Olhos que distorcem,
Que contorcem,
E não podem,
Comer-me.
Por que estou,
Do outro lado,
Da retina,
Desse osculo,
Espelhado.
E daqui eu posso ver,
Que eu,
Que você,
Somos olhos de vitrine.
Vitor Vieira.
Companhia
Menino na praia,
De pipa na mão,
Com asas amarelas,
Sem blusa, calção.
Entre nuvens ela voa,
E esconde-esconde faz
Com o menino na praia,
Ele e ela em paz.
De repente um susto,
Ela se foi?
Não ela se vai,
Com o menino na praia.
E ele corre,
E ele pula,
Com a pipa na mão,
Ele dança,
É pura emoção.
O menino na praia,
Olha o mar,
A pipa no céu,
Ela vai se soltar.
O menino na praia,
Dentro do mar,
Lá se vai ela,
Lenta a chorar.
De onda, em onda,
De vento em brisa,
O menino fica,
E a pipa grita:
Menino! Menino!
Coitada da pipa,
Que rumo terá?
Se o menino na praia,
Lá vai ficar!?
E a pipa se foi,
Triste a sondar,
Os sonhos perdidos,
Do grande além mar.
E a noite se chega,
Com lua e estrela,
E a pipa pergunta:
Cadê meu menino?!
Um dia a mais,
E um mês atrás,
A pipa estava,
Sozinha, sem lar.
Até que um dia,
Cansada da vida,
A pipa dizia:
É o fim, acabou!
E de novo, e de novo,
Lá foi a pipa,
Sozinha e bonita,
O infinito buscar.
Buscou, buscou,
Até que encontrou,
Um menino na praia,
Com quem quis falar.
- Menino, ei, menino!
Chamou a pipa
-Menino, ei, menino!
Eu vim te pegar!
E o menino pegou,
E ela falou,
-Que saudades eu tive!
Do menino e da pipa.
Vitor Vieira
De pipa na mão,
Com asas amarelas,
Sem blusa, calção.
Entre nuvens ela voa,
E esconde-esconde faz
Com o menino na praia,
Ele e ela em paz.
De repente um susto,
Ela se foi?
Não ela se vai,
Com o menino na praia.
E ele corre,
E ele pula,
Com a pipa na mão,
Ele dança,
É pura emoção.
O menino na praia,
Olha o mar,
A pipa no céu,
Ela vai se soltar.
O menino na praia,
Dentro do mar,
Lá se vai ela,
Lenta a chorar.
De onda, em onda,
De vento em brisa,
O menino fica,
E a pipa grita:
Menino! Menino!
Coitada da pipa,
Que rumo terá?
Se o menino na praia,
Lá vai ficar!?
E a pipa se foi,
Triste a sondar,
Os sonhos perdidos,
Do grande além mar.
E a noite se chega,
Com lua e estrela,
E a pipa pergunta:
Cadê meu menino?!
Um dia a mais,
E um mês atrás,
A pipa estava,
Sozinha, sem lar.
Até que um dia,
Cansada da vida,
A pipa dizia:
É o fim, acabou!
E de novo, e de novo,
Lá foi a pipa,
Sozinha e bonita,
O infinito buscar.
Buscou, buscou,
Até que encontrou,
Um menino na praia,
Com quem quis falar.
- Menino, ei, menino!
Chamou a pipa
-Menino, ei, menino!
Eu vim te pegar!
E o menino pegou,
E ela falou,
-Que saudades eu tive!
Do menino e da pipa.
Vitor Vieira
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