Musas em pêlo,
giram ao meu redor,
sem pudor,
como flores sem jardim
a espera de uma borboleta
que as leve para o céu.
Ínfimo toque
graceja uma brisa,
que dispersa,
vida,
para os gozos,
de um peito descontente.
Um suspiro me basta,
uma vertigem,
que torce meus vícios,
de um jeito,
tão querido.
Oh meu colibri.
Não tens tudo,
Só restos,
de torpor,
fabulosa droga,
senão,
um sonho.
Lua.
Oh, recente lua.
De raios,
só fulgaram duas faces:
Para malévolos ser,
úmido,
frio,
orvalho de almas.
E em meus braços,
acolho-me, pois íntimo sou
nascido da montanha,
Sou,
entre a corredeira,
fugirei!
Vitor Vieira
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Certas eras,
que fugiam-me as flores,
dúbio pensar,
fino tear,
de fogos,
de vaias,
de torres de carvalho.
Vívido,
saliente de esguar.
Todo feito,
de pluma,
e tão doce neve,
criada de forma,
perfeita.
Agora só me fatos resta,
Não.
Vivo em vivia,
somhos em em que sorria.
Giros cegos,
vôos flacidos,
Inteiro feitos,
de furos tácitos.
Cansadoestou,
Em leito me aproximo,
lagrimas verto,
brilhos sem destino.
Consumido,
Transpassdo,
Magnífico.
Em lagos de respingo,
caio me em engano.
Por que?
Por que?
Jogado à beira,
estou eu,
plantado à uma pedra!
Vitor Vieira
que fugiam-me as flores,
dúbio pensar,
fino tear,
de fogos,
de vaias,
de torres de carvalho.
Vívido,
saliente de esguar.
Todo feito,
de pluma,
e tão doce neve,
criada de forma,
perfeita.
Agora só me fatos resta,
Não.
Vivo em vivia,
somhos em em que sorria.
Giros cegos,
vôos flacidos,
Inteiro feitos,
de furos tácitos.
Cansadoestou,
Em leito me aproximo,
lagrimas verto,
brilhos sem destino.
Consumido,
Transpassdo,
Magnífico.
Em lagos de respingo,
caio me em engano.
Por que?
Por que?
Jogado à beira,
estou eu,
plantado à uma pedra!
Vitor Vieira
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