sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Musas em pêlo,
giram ao meu redor,
sem pudor,
como flores sem jardim
a espera de uma borboleta
que as leve para o céu.

Ínfimo toque
graceja uma brisa,
que dispersa,
vida,
para os gozos,
de um peito descontente.

Um suspiro me basta,
uma vertigem,
que torce meus vícios,
de um jeito,
tão querido.
Oh meu colibri.

Não tens tudo,
Só restos,
de torpor,
fabulosa droga,
senão,
um sonho.

Lua.
Oh, recente lua.
De raios,
só fulgaram duas faces:
Para malévolos ser,
úmido,
frio,
orvalho de almas.

E em meus braços,
acolho-me, pois íntimo sou
nascido da montanha,
Sou,
entre a corredeira,
fugirei!

Vitor Vieira

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