quinta-feira, 21 de abril de 2011

Amiga

Amiga,
Escuta-me,
E fala ao meu ouvido,
Sentindo o mel amante,
Que destilo em teu seio,
Acovardado,
Mas meu todo meu.

Espero que não esqueça,
Que hoje sou,
Um verdadeiro amor,
Daqueles de criança,
Um beijo sem esforço,
E um olhar singelo e amoroso,
Aquele,
Que eu sempre quero dar.

Seguro tua mão escassa,
Diluída ao sabor do vento,
Que não refresca o meu intento,
De limpar teus lábios,
Com os meus já fadados,
De não falar em nada,
Sorrindo para ti,
Em um espelho, só espelho.

Percebo que já se foi,
Não sei que horas,
Contam meses,
Um dia, doe anos,
Mas não morreste para mim,
Diva uma sem destino.

Milagre mesmo,
Foi ter te contraído,
E expulsado pelo intimo,
Desejo de sofrer,
Mágoa ultrapassada,
Forjada,
Mas eu te amo.

Um comentário:

  1. Adoro essa sensualidade tão latente! Muito bom, até da vontade de encontrar quem se ama ou quem se quer e desfrutar de todos esses sentimentos.

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