quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Brasas

Em quais respostas eu devo confiar?
Sem intuitivamente ficar cego, louco...
Em que curva eu devo me despejar,
e derramar aquilo que mais puro é meu?
Graus, cantos e fórmulas...
Não me servem, não me atendem,
de maneira que o chão desabe,
e as brasas queimem,
mais e mais,
Num rodopio incandescente e em negativo.
Brasas que me sorvam e derretam,
meu coração e minha pálpebras.
Já é tarde.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Coisas que eu sei

Coisas que eu sei, Que não voltariam para me abraçar, e escalar meus desejos. Olhar meus desenhos, tu diz: que lindos! Numa profusão infinita de ilusão. Coisas que eu sei, que faltam no íntimo espeço entre o mar e minha pele, entre o sol inebriante do teu sorriso, que me assola nas noites esquecidas. Coisas que esqueci, de achar, de ver, de sorrir... Tua presença inexata ao fim da rua, Calor devagar, longo e pálido. Coisas suas, até o fim. Vitor Vieira