Oh vil fantasia,
que dobradas vezes
estás adornar-me
com longos braços,
a furtar-me o perfume.
Não vês,
quão daninha és,
quão gélida a inflamar-me
em leitos tão negros
tão profundos.
Ah,
louco estribilho
porque retomas
a tua infiel desgraça
de assobiar-me ao ouvido
cançonetas de perdição?
Sossego-me em colcha espinhenta,
em floresta receosa,
entre víboras e lacraias,
tudo,
para não acalentar-me
em teu colo.
Até breve partida,
sólido estarei,
sadio em alma,
imune a ti,
máquina de calúnias...
Vitor Vieira
Vitor,
ResponderExcluirAcabo de ler algumas de suas redações que sua mãe trouxe. Você tem mesmo um poder de contemplação muito bom, e consegue colocar no papel estes sentimentos de uma forma muito profunda.
Você é um artista de mão cheia.
Continue investindo e se aperfeiçoando cada vez mais, e com certeza sairão muitos frutos desta semeadura.
Abraços!