segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mais uma vez

É mais uma noite em claro,
Que o sono vem torto,
E a noite impiedosa,
Sem calma, sonho, uma tortura.

Gotas de sangue meu,
Flutuam pelo ar a minha volta,
Raiva desescrupulada,
Que horas difíceis, meu Deus!

São anos a menos,
Nessas horas famintas,
São madeichas alvas,
Numa calvice antecipada.

Fico a pensar nas pessoas,
Que um dia estarei longe,
Velhos, vivas, alegres e indecisos,
Só por hoje, que pena, só por hoje.

Perdoem-me irmãos,
Pela falta de esperança,
Sei que um dia fui,
Um pouco mais criança.

Ah se assim fosse,
Ah se fosse assim.

Vitor Vieira

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