segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A amizade tem cor?

Olá,
Este texto pode ser visto por alguns como uma banalidade. Talvez realmente seja mas... senti vontade de escrevê-lo e estou fazendo-o. Não sei se algum outro autor já criou um texto parecido. Se isso aconteceu... não tem nada haver.

Num dia esparramado de preguiça estava eu a meditar aquelas "tolices" que qualquer adolescente consegue maquinar, aquelas asneiras que se escondem nos neurônios e nunca mais vêm a tona, simplesmente desaparecem.
Enquanto organizava alguns livros e cadernos para iniciar uma rotina de estudo(rotina essa que ainda não encontrei) uma pergunta toscae talvez "literária" me veio a mente: A amizade tem cor? Que babaquice besta gastar a minha energia mental com tal tema. Mas enfim, como sou um garoto estranho, resolvi pegar uma caneta e um caderno velho e começei a iscrivinhá o texto que vosmicês estão lendo.
Vamos ver com que tipo de amizade poderíamos começar...

- Amizade de amigos da 3ª série...
azul-bebê
-Amizade entre o primeiro amigo...
verde-limão
-Amizade entre a primeira amiga...
vermelho-frescura
-Amizade de cachorro...
azul-celeste
-Amizade entre bêbados...
cor-de-cachaça
-Amizade entre irmão legítimos...
vinho
-Amizade entre irmãos de peito...
cor-de-ouro
-Amizade entre cabeleireiro gay e suas clientes...
rosa - chiclete
-Amizade entre bandidos...
vermelho-sangue
-Amizade entre espíritos...
cor-de-vela
-Amizade entre um serial-killer e sua vítima...
cor-do-medo
-Amizade entre peruas...
cor-de-bolsa-de-couro-de-jacaré
-Amizade entre um vândalo e um policial...
cor-de-cacetete
-Amizade entre torcedores...
laranja-vibrante
-Amizade entre políticos corruptos...
cor-da-nota-de-cem
-Amizade entre políticos honestos...
amarelo-fosco
-Amizade entre patricinhas...
rosa - azulado
-Amizade entre corredores...
cor-de-poeira
-Amizade entre playboys...
cor-de-tênis-caro
-Amizade entre mendigos com fome...
cor-de-frango-assado
-Amizade entre mendigos sem fome...
cor-de-capacho
-Amizade entre atores pornôs...
cor-de-camisinha
-Amizade entre gordinhos...
cor-de-achocolatado
-Amizade entre médicos...
branco-azulejo
-Amizade entre poetas...
azul-arroxeado
-Amizade entre nerds...
verde-amarelado
-Amizade entre superherois( não sei se tem hífem...ahh)
azul-amarelado
-Amizade entre colunistas...
cor-de-calçada

[continua]
Vitor Araújo

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Tradução da música "God-bye my lover" de James Blunt
Adeus Meu Amor


Eu te desapontei ou te deixei triste?
Eu deveria me sentir culpado ou deixar os juízes desaprovarem?
Porque eu vi o fim antes de começarmos, sim, eu vi, você estava enganada e eu sabia, eu havia ganho.
Então eu peguei o que é meu por direito eterno
Peguei sua alma durante a noite
E talvez isso tenha acabado, mas não vai parar aí
Eu estou aqui por você, se você apenas se importar
Você tocou meu coração, tocou minha alma.
Você mudou minha vida e meus objetivos
E o amor é cego e eu soube disso quando
Meu coração foi cegado por você.
Beijei seus lábios e segurei sua cabeça.
Compartilhei seus sonhos e a sua cama.
Te conheço bem, conheço o seu cheiro.
Eu estive viciado em você.


Adeus meu Amor.
Adeus minha amiga.
Você tem sido a única
Você tem sido a única para mim(bis)


Sou um sonhador, mas quando eu acordo,
Você não pode destruir meu espírito - são meus sonhos que você pega.
E quando você seguir em frente, lembre-se de mim
Lembre-se de nós e tudo que costumávamos ser.
Eu já te vi chorar, eu já te vi sorrir
Te observei dormindo por um instante
Eu seria o pai do seu filho


Eu passaria uma vida inteira com você
Eu conheço seus medos e você conhece os meus
Nós tivemos nossas dúvidas, agora nós estamos bem
E eu te amo, juro que é verdade
Eu não posso viver sem você.


Adeus meu amor.
Adeus minha amiga.
Você tem sido a única
Você tem sido a única para mim.


E ainda seguro sua mão na minha,
Quando estou dormindo
E eu irei agüentar minha alma no tempo,
Quando eu estiver ajoelhando aos seus pés
Adeus meu amor
Adeus minha amiga
Você tem sido a única
Você tem sido a única para mim
Estou tão vazio, querida, estou tão vazio
Estou tão, estou tão, estou tão vazio.
Súplica

Cá dentro recordei,
botões, flor imaculada,
perdição e um leito,
surge derradeira pureza.

Encoberta por veludo raro,
de translúcida vivência,
a todo inteiro enrubesce,
por mais simples inocência.

Cerrado por finos lábios,
um deleite de primor,
néctar destilado,
noites de amor.

Vênus está a sorrir-se,
por intimidar-se com tal vão casto,
inveja sedenta,
que de outras já se foi.

E um semblante aspirei,
seu morno exalar,
invadindo meu surreal,
inebriado agora está.

Já chega noites mais sutis,
que em vigília esperava,
do mais íntimo pensamento,
sua imagem lá florava.

Sinto-me enfermo,
por ter em tantas horas,
sua criatura analisado,
noite viciada.

De ninfas nem seriam,
seus ombros afilados,
deles escorregado,
delgados, macios braços.

Despencando em mãos ainda mais alvas,
que a vida não permitiu,
do veneno portar,
e dele se esvair.

Estas tão estimadas armas,
guardam seguro meu coração,
e em sotaques calorosos,
sua beleza despe.

E por detrás de grã-videira,
estás um secreto escorpião,
que a si mesmo deixa ferir,
f
l
u
i
r

Não resgates,
oh mariana,
tua vacilação,
Não te percas a primeira vez,
a tua...
Amo-te.


                                           Vitor Araújo 

sábado, 24 de outubro de 2009

Bula p/ o uso do LIBERTOL

    Após aguentarmos uma "eternidade" de mesquinharias, egocentrismos e zelos amorosos inadimissíveis, a indústria, não tão conhecida, "Seja Feliz" tirou do nada o medicamento " sentimentoso" LIBERTOL, que pretende acabar com os ciúmes de uma vez por todas.
    Este produto, nem um pouco químico, têm a seguinte composição: 25% de caindo na real; 20% de reconhecimento da idiotice; 15% de amor próprio; 10% de racionalidade; 8% de relaxamento; 6% de equilibrio; 5% de coragem; 3% de partindo pra outra; 2% de sorte; 1% de um novo amor.
    O LIBERTOL é um medicamento muito agradável que é utilizado nos momentos mais embaraçosos e constrangedores da vida de ser que ama doentemente. No caso de homens as doses são mais comedidas, no máximo 3 doses por dia de crise. Já em relação as mulheres as doses podem ser mais intensas devido as caracteristicas naturais femininas.
    Como já foi citado, o LIBERTOL pode ser consumido tanto por homens e mulheres em crises de ciúme. Por se tratar de algo "sentimentoso" o LIBERTOL possui reações muito adversas. São exemplos de algumas delas: em caso de hiperdosagem pode ocasionar narcisismo, vontade de matar o ente amado que se tem ciúmes, sensações de intensa desilusão e tristeza. Caso o usuário chegue a sentir sofrimento agudo, suspender o uso e procurar um nova amor.
               
                                                                                                                                    Vitor Araújo          

domingo, 18 de outubro de 2009

Sorriso

Havia tido um dia causticante. Estava retornando a minha casa, mergulhado pelo crepúsculo urbano. Resesvava-me em um dos assentos da condução e ficava a observar o turvo das faces,que ali fora, aglutinadas, esperavam sua vez. Realmente gostava daquilo, o prazer que sentia em ficar ali, taciturno, banhado por aquela penumbra viscosa. Os outros passageiros talvez nem notassem meu êxtase mórbido. O sol manchado quase não me alcançava, meu corpo era dolorido e quente, mas sequer importava-me. Aquilo ia crescendo com os atritos da condução, já estava para adormecer. O tempo escorregava-me, os sons transpassavam-me e a vida ia chegando-se ao fim. Até que assombrado, vejo-me, quando naquela mesma viajem entra uma moça de cabelos desgrenhados. Ela estava descalça pés sujos de asfalto, canelas frágeis e acinzentadas, saia nos joelhos, surrada, camisa torpe e um nódulo no peito. Aquele era o seu problema aparente. A miséria vestia-a melhor do que a própria vestimenta: era louca. Percorreu todo o corredor com olhos de terror. Parou. Observou. Voltou para frente de todos. Porque fazia aquilo? Então, contrariando o desalento dos transeuntes, começou a citar palavras. Palavras modelo, palavras certas, palavras mudas, palavras tristes, palavras forçadas, palavras medrosas, só palavras. Pouco me importei sinceramente, até ali, sua história triste comovera-me somente entretera-me, apenas isso, não propus nem sequer com caridade ao seu apelo, afinal era louca, era devassa. Ficou ali. Ficou de pé. Não se sentou, mas agarrou-se a um auxílio. Mas... Algo descobri naquela mártir, algo surreal, falso talvez. Um sorriso. O sorriso de uma louca. Ela começara a divertir todos, com suas palavras estilhaçadas. Até mesmo com um homem envolvera-se em uma trama romântica indescritível. Rodou. Gritou. Dançou, até que... Sorriu. Sorriu. Sorriso largo, dentes grandes e bem feitos, guardados em uma boca de lábios delgados. Sorriso sincero dramático. Naquele instante fiquei estarrecido, ao propor surrealmente um osculo tachado. Não me continha. Sorriso elíseo, que toda amelancolia roubara-me sem piedade. Por fim, fechara-se novamente em loucura. Pra fora da condução a moça dirigiu-se e saiu. Foi-se. Para onde? O que seria dela? Lançada no mundo das vinganças. Era rotulada como corrompida. Não. Alegre partiu, mergulhada na decrépita luz, andou para a loucura. Correu para a escuridão, jogou-se no ermo, para que enfim, dormisse com a fome. Ah, o que seria dela, por favor, respondam-me. Só. Louca. Seu sorriso. Dali, fiquei em perene meditação, a observar a luz inconsciente da viagem. Sorria levemente, seria o início de uma perdição, será que havia me tornado insensato? Apenas existia algo a concluir: chegara em casa.
“O LEGITIMO POETA NÃO É AQUELE QUE PRECISA "IR À PARIS" PRA ESCREVER BEM. PARA ESTE, BASTA QUE OBSERVE OS PRÓPROS PÉS PARA NELES ENCONTRAR AS MAIS TERNAS POESIAS"

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Oh vil fantasia,
que dobradas vezes
estás adornar-me
com longos braços,
a furtar-me o perfume.

Não vês,
quão daninha és,
quão gélida a inflamar-me
em leitos tão negros
tão profundos.

Ah,
louco estribilho
porque retomas
a tua infiel desgraça
de assobiar-me ao ouvido
cançonetas de perdição?

Sossego-me em colcha espinhenta,
em floresta receosa,
entre víboras e lacraias,
tudo,
para não acalentar-me
em teu colo.

Até breve partida,
sólido estarei,
sadio em alma,
imune a ti,
máquina de calúnias...

Vitor Vieira

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Musas em pêlo,
giram ao meu redor,
sem pudor,
como flores sem jardim
a espera de uma borboleta
que as leve para o céu.

Ínfimo toque
graceja uma brisa,
que dispersa,
vida,
para os gozos,
de um peito descontente.

Um suspiro me basta,
uma vertigem,
que torce meus vícios,
de um jeito,
tão querido.
Oh meu colibri.

Não tens tudo,
Só restos,
de torpor,
fabulosa droga,
senão,
um sonho.

Lua.
Oh, recente lua.
De raios,
só fulgaram duas faces:
Para malévolos ser,
úmido,
frio,
orvalho de almas.

E em meus braços,
acolho-me, pois íntimo sou
nascido da montanha,
Sou,
entre a corredeira,
fugirei!

Vitor Vieira
Certas eras,
que fugiam-me as flores,
dúbio pensar,
fino tear,
de fogos,
de vaias,
de torres de carvalho.

Vívido,
saliente de esguar.
Todo feito,
de pluma,
e tão doce neve,
criada de forma,
perfeita.

Agora só me fatos resta,
Não.
Vivo em vivia,
somhos em em que sorria.
Giros cegos,
vôos flacidos,
Inteiro feitos,
de furos tácitos.

Cansadoestou,
Em leito me aproximo,
lagrimas verto,
brilhos sem destino.
Consumido,
Transpassdo,
Magnífico.

Em lagos de respingo,
caio me em engano.
Por que?
Por que?
Jogado à beira,
estou eu,
plantado à uma pedra!

Vitor Vieira

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nunca sonhei,
Que podia ser,
Um anjo,
Um anjo que voa,
Voa para encontrar,
A alma do meu desejo.

Desejo vivo,
Nocivo,
De ter não mais ira,
De não ter não mais ódio.
Tecendo uma vida,
Sem carinho,
Que nunca lhe alcança.

Busco o mel,
Que tempere meu criar,
Ternamente,
Não encontro.
Encontro alguém.
Alguém demais pra mim,
Algo a mais,
Em minha coleção,
De pedras indesejosas.

Nas sombras me encontrava,
Sem saída,
Somente luz,
Amor de querer bem,
Não mais esperar.

Preciso de algo,
Que faça eu mesmo,
Me feito todo,
Todo em mim,
Para não mais esquecer,
Que estava só.

Vitor Vieira

Sinfonia

Case-me com o medo,
Fiz par com minha sombra.
Nâo tenho mais saídas,
Desse mundo obsecado,
Cheio de frustrações,
São agonias,
Agonias da alma,
De quem busca,
De quem nada encontra.

Rangem muitas portas,
Eu me desespero,
Com ganidos de dor,
Eu me desespero,
Com duendes em flor,
Eu me desespero,
Com a queda dos corpos,
Eu me desepero.

Donde vem tanta raiva?
Como lobos vorazes,
A perseguir-me.
Alcançam-me,
Afogam-me.
Para enfim,
Triste aparto,
Viver em paz,
Com minha linda,
E tão bela,
Sinfonia!

Vitor Vieira
Eu tinha medo,
Eu tinha frio,
Eu não pensava,
Eu não sabia o caminho,
Eu quis morrer,
Eu quis desistir,
Eu quase desisti.

Eu chorei,
Chorei muito.
Eu me sujei e me lavei.
Eu cai,
Cai feio,
Mas levantei,
Senti dor.

Eu corri,
Corri para seguir,
O meu coração,
E ele me disse:Ame!
E eu amei.
Amei pra valer,
Amei até doer.

Então desisti,
Desisti de amar,
E não sei por que,
Então segui,
Segui minha estrada,
Estrada de terra,
De terra batida,
Com a força do sol,
Eu segui.

Peguei carona,
Fui de carro,
Fui de moto,
Fui a pé.
Não fui de taxi,
Porque não tinha dinheiro,
Mas fui.
Fui pra valer.

Então cheguei,
Cheguei e encontrei,
A mim mesmo,
Tão feio,
Tão chato,
Tão fraco,
Um filho de Deus.
Que ele ensinou,
Que ele torceu,
Que ele viveu,
Em mim,
Em mim só,
Em mim todo,
Em mim parte,
Em mim mesmo.

“A vontade de controlar o tempo é muita, quando os erros são muitos”

Vitor Vieira

iniciação

Vivemos para fazer,
Vivemos para tentar fazer,
Vivemos para aprender,
Aprender a ser,
Ser o que nós queremos ser,
Para ser alguém.

Alguém que faça a diferença,
A diferença no que é igual,
Isso para sentir,
Sentir que fazemos,
Fazemos a diferença,
A diferença em nos mesmos.


É difícil ser alguém,

É difícil ter que ser,Não é simplesmente ser,
É ter que escolher,
Entre sentir,
E só sentir,
Ou viver,
Apenas viver.

Sentir,
Sentir e viver,
Aprender a sentir,
Aprender a saber,
Saber fazer,
Conhecer o que é sentir,
Não apenas só sofrer,
Não apenas só ser,
Ser para ter,
Ter para viver.
Ter para viver?

As pessoas caminham,
As pessoas seguem caminhos,
Caminhos para onde?
Caminhos para o que?
Caminhos para ser?
Para viver?
Para sentir?
Apenas para seguir.

Tortuosos e truculentos.
Viscosos e sedentos,
São os caminhos do viver,
Mas não se engane
Vejo apenas o que quero ver.
Para eu ser,
Para eu viver!

" As pessoas são atormentadas pelas sombras de si mesmas, nisso acabam se perdendo"

Vitor Vieira